Entre a sociologia da socialização e a sociologia pragmática

O objetivo deste artigo é tecer uma reflexão teórica a partir do questionamento de como a sociologia da socialização e a sociologia pragmática são complementares. O indivíduo, a sociedade e suas relações são os principais objetos de estudo da sociologia. Há duas correntes sociológicas que se aproximam pela questão da autonomia das ações: a sociologia pragmática, e  a sociologia das disposições Mestres da sociologia da socialização,  Durkehim, Berger, Bourdieu e Lahire, Mestres   da sociologia pragmática,  Boltanski e Thévenot. As teorias clássicas da socialização (DURKHEIM, 1978, 2010; MEAD, 1963) teriam sido deixadas de lado por sociólogos do mundo inteiro na década de 1980 por supostamente não serem condizentes com as novas teorias sociológicas em que os indivíduos possuem uma agência na construção do social e de si mesmos. As teorias sociológicas da socialização têm sido atualizadas em sua perspectiva relacional, dialética e dinâmica, o que permite não apenas reconhecer o espaço de ação do indivíduo como levar em consideração sua trajetória para compor os seus recursos de ação.  As “novas” teorias da socialização procuram explicar os mecanismos de transmissão de cultura e de interiorização de valores, normas e papéis sociais que regem a vida em sociedade. Em outras palavras, as teorias da socialização se ocupam das diferentes formas de estar, ser, pensar e agir no mundo através de processos sociais e individuais. Para Abrantes (2011), uma definição simples e completa do conceito de socialização seria: “Processo de constituição dos indivíduos e das sociedades, através das interações, atividades e práticas sociais, regulado por emoções, relações de poder e projetos identitários biográficos, numa dialética entre organismos biológicos e contextos socioculturais. (ABRANTES, 2011)”  Tal significado de socialização é decorrente de um estudo das diferentes teorias clássicas e contemporâneas. . Berger e Luckmann (1985) expõe a socialização como dois momentos diferentes da vida do indivíduo. O mais importante deles é a socialização primária.  Ocorrendo nos primeiros anos da vida do indivíduo, a socialização primária possui efeitos duradouros nos traços de personalidade e na construção de uma visão de mundo. O outro significativo, representado principalmente pela família, é o principal responsável pela transmissão de valores e de modos de ser, agir, pensar e sentir. A socialização secundária tem início quando o círculo social da criança se amplia, o que geralmente acontece com a ocupação de outros espaços, como a escola.  A partir de uma releitura da obra de Berger e Luckmann (1985), Darmon (2016, p. 98) argumenta por uma visão contínua do processo de socialização. Pierre Bourdieu é um dos autores relevantes que traz elementos para esta discussão. Sendo seu nome associado à sociologia crítica da qual é fundador, Bourdieu, contribui amplamente para a sociologia da socialização quando expõe os mecanismos de incorporação de valores sociais a partir do desenvolvimento de uma teoria sociológica da ação, preocupando-se com a gênese da conduta humana . Bourdieu, assim como Elias (1994), percebem que as interações entre os agentes são sempre relações de poder.  A justificativa bourdieusiana para tanto seria que os agentes estão constantemente em busca de um reconhecimento, ou seja, na luta por um posicionamento social superior ao qual ele se encontra. Os agentes ocupam posições sociais de acordo com o volume de capitais que eles possuem, sendo que aqueles que possuem maior quantidade de capitais são distintos e possuem o poder simbólico de impor suas formas de ser, sentir, agir e pensar aos outros.). processos intersubjetivos de “seleção, generalização e analogia” (ABRANTES, 2011). Educ. Soc., Campinas, v. 41, e223387, 2020 Valente G)   Indivíduo e sociedade são compreendidos de forma relacional e dialética, sendo o indivíduo um agente reflexivo que age, interage, sente, negocia, projeta e transforma o social, ao mesmo tempo em que é influenciado por esse agente reflexivo social(ELIAS, 1994; LAHIRE, 2002). Contra a sociologia bourdieusiana na década de 1980 na França  Entre os diferentes sociólogos que a representam temos Bruno Latour, Michel Callon, Luc Boltanski, Laurent Thevenot e seus discípulos. a sociologia da justificação . A sociologia pragmática deixa de ser uma sociologia crítica e pretende realizar uma sociologia da crítica (CORRÊA; DIAS, 2016). A sociologia da crítica pressupõe que os atores dispõem de capacidades críticas que são utilizadas de forma cada vez mais frequente na sociedade moderna (BOLTANSKI, 1990, p. 61), sendo o papel do pesquisador trabalhar a partir de uma perspectiva compreensiva na escuta atenta destas narrativas. Ou seja, criticando diretamente a ideia de que os agentes bourdieusianos não teriam consciência do campo social no qual estão inseridos e do sentido objetivo que suas práticas produzem e reproduzem. Para Bourdieu, as estratégias de ação dos agentes seriam inconscientes e, portanto, não podem ser explicitadas pelo próprio indivíduo.  Desta maneira, apenas sociólogos e pesquisadores experientes teriam a condição de compreender a motivação das práticas humanas. A sociologia pragmática repudia esta ideia e entende que a função do pesquisador deve deixar de ser desvelar as estruturas de poder (a partir de um olhar de fora para dentro), passando a ter a função de quebrar com uma suposta assimetria entre pesquisador e pesquisado (de dentro para dentro). Ou seja, o pesquisador tem como função recriar da forma mais completa possível o espaço crítico anunciado pelo pesquisado (BOLTANSKI, 1990, p. 63), tendo como finalidade última representar a base normativa dos julgamentos (BLONDEAU; SEVIN, 2004 . Enquanto Bourdieu fala em termos de capitais, de habitus e de dominação, Boltanski e sua equipe preferem termos como recursos, tensões e provas. Esse deslocamento tem como objetivo mostrar que as transformações, as mudanças e as incertezas são a “verdade profunda da vida humana” (LEMIEUX, 2008, p. 181 Também denominada de sociologia das provas (LEMIEUX, 2008), os estudos desenvolvidos por Boltanski e Thévenot (1991) são definidos como um novo estilo sociológico (NACHI, 2012) que busca colocar em evidência os modos de equivalência, ajustamento e justificação pelos quais os atores produzem os acordos e coordenam suas ações, ou seja, a maneira que eles criam ordens de justiça e às quais eles se referem para denunciar a injustiça. Essa teoria tem como objetivo ser uma nova base de uma sociologia moral, propondo ir além da divisão indivíduo versus coletivo. Sua preocupação é, sobretudo, com as condutas humanas e sua ambição é mostrar a capacidade/competência dos atores em se ajustar a diferentes situações da vida social.  Assim, esta corrente teórica propõe a transição de uma sociologia do ator para uma sociologia da ação.  A conduta humana é compreendida e passível de análise por todo e qualquer ator, uma vez que os atores possuem a capacidade de criar dispositivos e recursos a partir de suas próprias ações para o estabelecimento de acordos com os seus pares. Assim, ela é também chamada de sociologia da justificação, pois supõe que os seres são dotados de capacidades morais e que, portanto, são portadores da capacidade de justificar suas ações e, assim, identificar seus próprios valores (JACQUEMAIN, 2001). A noção de justiça, em referência a igualdade, é o que permite a articulação entre as utopias políticas e as situações mundanas (CORRÊA; DIAS, 2016). Assim, os princípios de justificação dos atores podem ser mais bem reconhecidos quando analisados durante uma situação pela qual o ator passa, atua e explicita sua ação . Os princípios de referência norteiam a conduta humana a partir de uma apropriação individual do que é construído coletivamente. Dessa forma, a lógica de ação não está atrelada ao ator (diferentemente dos valores), mas às situações vividas por ele no coletivo (JACQUEMAIN, 2001). As situações (que poderiam ser identificadas como as “conjunturas” na linguagem de Bourdieu), por sua vez, são sequências curtas de ação que estão incluídas em um contexto espacial e temporal, levam em conta as pessoas e as lógicas sociais que preexistem a elas, mas não consideram as estruturas macrossociológicas. O objeto de uma situação é a prova. A prova desestabiliza o lugar social que o ator ocupa naquela situação e altera aquilo que é ordinário e conhecido, exigindo uma ação do ator e, assim, revelando capacidades cognitivas.  Esta noção representa a incerteza e o imprevisível incontestável da modernidade e permite, ainda, compreender o social como problema (CORRÊA, 2014) . Desta forma, com a noção de prova, os autores mostram que o conceito de cultura não é harmonioso (BOLTANSKI; THEVENOT, 1991). Ao estimular uma ação, os princípios de justificação se mobilizam (GÉGOUT, 2016, p.272). Por fim, a sociologia pragmática tem a pretensão de levar em consideração a pluralidade de relações que as pessoas estabelecem com as normas e valores (CORRÊA; DIAS, 2016). . Contribuições das teorias de socialização e da sociologia pragmática  O objetivo deste item é evidenciar pontos convergentes e dissidentes das duas correntes sociológicas para revelar assim possibilidades de contribuição sociológica quando utilizadas em conjunto.  Um dos pontos de convergências entre as duas correntes sociológicas é a questão da crítica.  Entre a sociologia da socialização e a sociologia pragmática estão os desafios para pensar as práticas docentes 8 Educ. Soc., Campinas, v. 41, e223387, 2020 compreendida por Boltanski (1990) como uma sociologia da crítica.  A sociologia crítica de Bourdieu (1989) é uma sociologia que busca desvendar mecanismos simbólicos de reprodução social que estão naturalizados nas sociedades e que, expondo a arbitrariedade com a qual são construídos, permite ao sociólogo propor uma crítica social. A sociologia da crítica parte do pressuposto que os atores possuem capacidades e competências para analisar o social e que suas ações prescindem de critérios de justiça e de um julgamento. Assim, o papel do pesquisador é trabalhar a partir de uma perspectiva compreensiva na escuta atenta das narrativas dos atores que revelam injustiças vividas por eles. Ou seja, o julgamento do que é justo ou a crítica ordinária é feita pelo ator, sendo reconhecida e valorizada pelo sociólogo que a transforma em crítica sociológica. A fronteira entre as duas críticas (ordinária e sociológica) é tênue e necessita de uma postura científica e de um distanciamento do pesquisador (BOLTANSKI, 2009). Neste sentido, as duas teorias sociológicas propõem “tornar a realidade inaceitável” (idem, 2009, p. 20) revelando as violências simbólicas no caso da sociologia crítica ou as injustiças ou críticas sociais elaboradas pelos atores no caso da sociologia da crítica. Assim, a crítica é objeto de luta e de transformação social em ambas correntes sociológicas. abandona a tradição disposicionalista.  Concordamos que a capacidade reflexiva é distribuída de forma igualitária, mas, para que a reflexividade seja desenvolvida, ela necessita de condições sociais de possibilidade e de disposições que permitam o uso da reflexão enquanto um recurso. Ou seja, a escolha das Esta escolha não é neutra; ela depende do passado do ator, de suas disposições internas, mas também do presente, uma vez que as situações são complexas e constituídas por uma variedade de fatores externos (incertezas, interação com os outros, recursos disponíveis etc). Desta forma, a reflexividade do ator em situação faz com que ele privilegie uma ou outra lógica de ação levando em consideração as suas disposições incorporadas. A análise deste processo é facilitada quando as situações são utilizadas enquanto uma ferramenta metodológica para o estudo da ação, uma vez que elas delimitam o espaço da prática humana e permitem compreender as ações individuais. Cumpre salientar que as instituições possuem uma forma permanente e dinâmica de relação entre si, que podem agir em sinergia de valores ou apresentar visões de mundo opostas (SETTON, 2012).  Referências  ABRANTES, P. Para uma teoria da socialização. Sociologia, Revista da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Vol. XXI, 2011, pág. 121-139 Entre a sociologia da socialização e a sociologia pragmática: desafios para pensar as práticas docentes 12 Educ. Soc., Campinas, v. 41, e223387, 2020 ABRANTES, P. A Escola da Vida: Socialização e Biografia(s) da Classe Trabalhadora. Lisboa, Mundos Sociais. 2013.  BARTHE, Y. et al., Sociologie pragmatique : mode d’emploi, Politix 2013/3 (N° 103), p. 175-204. https://doi. org/10.3917/pox.103.0173 BÉNATOUÏL, T. 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