Cultura Minimalista. Será?

A pandemia do covid-19 alterou a rotina de todos devido às quarentenas decretadas e prorrogadas sem ter ao certo o seu termo final, tornou a vida das pessoas mais limitada. Isso trás à tona uma questão: Estamos vivendo uma Cultura Minimalista? Vamos entender.


Vale lembrar que a quarentena por todo Brasil possui em média pouco mais de três meses de duração. Realmente é muito tempo. Recentemente houve entrevistas de jornalistas, empresários e advogados que declararam estar a mais de noventa dias sem sair de casa. Difícil acreditar que uma pessoa fique tanto tempo assim longe das ruas levando-se em conta nossa cultura capitalista, onde deve-se trabalhar e buscar o alimento.


Poucas pessoas possuem condições financeiras para ficar tanto tempo dentro de casa vivendo de “home office” e “delivery” não tendo contato físico com o mundo no intuito de prevenir-se da pandemia. Já as demais possuem sim a necessidade de sair de casa para trabalhar ou buscar o alimento, ou seja, realizar apenas o que for necessário para subsistência. Ressalta-se que nem daria para fazer além, vez que devido a quarentena funciona apenas o que é considerado atividade essencial, como por exemplo, os ramos ligados à alimento, saúde, segurança, combustíveis e transportes. Hoje em dia, algumas cidades estão já flexibilizando o acesso presencial aos demais serviços não considerados essenciais.


Tantas coisas que deixaram de funcionar devido a pandemia se apresentaram desnecessárias e simplesmente desapareceram da vida das pessoas. Ramos da arte, entretenimento, laser, cultura, bares, restaurantes, comércio de rua, etc. As pessoas pararam simplesmente de consumir estas coisas e passaram somente a trabalhar (quando podiam), se alimentar (se conseguiam) e ficar em suas casas (os que possuíam).


Claro que nem todos tem a condição de manter ao menos o consumo básico, por esta razão a prática da caridade se destacou nesses tempos difíceis, bem como as medidas do Governo Federal, dentre elas o auxílio emergencial como a mais importante .


Todas as paralisações afetaram a economia, empresas não conseguiram se manter, pessoas que dependiam de seu trabalho para se alimentar no mesmo dia não conseguiam laborar e até mesmo aquelas que tiveram seu salário reduzido ou emprego perdido trouxe escassez muito grande em suas finanças, por esta razão a maioria das pessoas não consomem porque não tem dinheiro e mesmo aqueles que possuem alguma reserva de valores está economizando em vista das incertezas futuras e aqueles que tem dinheiro não gasta por falta de lugares em funcionamento para consumir.


O consumo realmente diminuiu para a maioria das pessoas de forma involuntária e passaram a trazer para suas vidas somente o necessário, essencial e básico. Pode não parecer, mas a cultura minimalista se impôs na vida da sociedade sem que muitos percebessem.


A Cultura Minimalista resume-se em consumir e fazer o mínimo possível em busca de bem estar, porém a intenção não é trabalhar este conceito, mas apenas demonstrar como isso se impôs sobre a vida da maioria das pessoas e fazer uma breve reflexão sobre o que é necessário para nós.

Esta cultura é uma inimiga ferrenha do capitalismo, vez que a liberdade de circulação de bens e serviços constitui muitas necessidades para as pessoas e, por consequência, havendo uma mensagem convincente sobre a necessidade de ter determinado produto, estimula-se em muito o consumo em massa de algo que não era essencial antes de sua existência. Quem acaba criando esta necessidade e o produto para supri-la de forma monetária, enriquece facilmente. Tal hipótese resume o objetivo principal de todo empreendedor no regime capitalista.


Voltando ao tema, o costume atual involuntário de consumir somente o essencial faz pensar sobre a real necessidade de consumir as coisas que não estão acessíveis nos dias de hoje. Claro que muitos sofrem pela ausência das rotinas anteriores à pandemia, mas será que necessitamos consumir tanto?


A humanidade já viveu tempos de escassez e sobreviveu através da adaptação ao ambiente hostilizado. A sociedade hoje vive neste tempo de adaptação e as tecnologias estão contribuindo para a manutenção da sanidade. A internet por possuir grande popularidade pela proliferação de “smartphones” e a acessibilidade através de planos básicos fez com que muitos tivessem acesso à notícia, entretenimentos, cultos religiosos, contato com amigos e parentes, redes sociais, em fim, todos disponíveis na rede, seja de forma escrita ou áudio visual. É um consumo sem toque, sem presença e sem deslocamento.


Temos ainda as necessidades materiais, que se resumem basicamente em se alimentar e estar seguro em moradia. Antes da pandemia procurava-se diferentes sensações através de experiências presenciais, porém por motivos de saúde sanitária não é possível, desestimulando assim o consumo. Sente-se falta destas coisas, mas com a adaptação à situação atual, pode-se perder o costume do consumo de estímulos através das experiências presenciais.


Acredita-se que o ser humano não perca a necessidade destas experiências, mas é possível. Somente após o término do período das medidas profiláticas em relação ao covid-19 saber-se-á qual será a nova rotina da sociedade.


Fica ainda a grande questão comportamental: Precisamos realmente consumir tanto o que não é considerado necessário? Cada um terá a sua resposta depois disso tudo, mas vale a reflexão para não se atravessar esse período de pandemia sem nenhuma aprendizagem.

Fontes:


https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-capitalismo.htm


https://www.bbc.com/portuguese/geral-41077549

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