A obesidade tem despertado preocupações constantes no âmbito da saudê publica

A OBESIDADE TEM DESPERTADO PREOCUPAÇOES CONSTANTES NO AMBITO DA SAUDE PUBLICA Autora-dra Sylvia Romano A obesidade tem despertado preocupações constantes no âmbito da saúde pública, principalmente porque é evidente sua associação com outras doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) e mortalidade1 (Kearns K, Dee A, Fi Kearns K, Dee A, Fitzgerald AP, Doherty E, Perry IJ.Fitzgerald AP, Doherty E, Perry IJ).  Na população adulta, a obesidade está fortemente correlacionada a diversas enfermidades, tais como síndrome metabólica, Incapacidade funcional doenças cardiovasculares, acometimentos osteomiarticulares(. Williams EP, Mesidor M, Winters K, Dubbert PM, Wyatt SB. Overweight and Obesity: Prevalence, Consequences, and Causes of a Growing Public Health Problem. Curr Obes Rep 2015; 4(3):363-370.)  transtornos mentais, como a depressão3 . ( Preiss K, Brennan L, Clarke D. A systematic review of variables associated with the relationship between obesity and depression)  Este cenário também implica em uma demanda financeira custosa para a saúde pública4,5 (4Bahia, L, Araújo, DV. Impacto econômico da obesidade no Brasil. Rev Hosp Univer Pedro Ernesto 2014; 13(1):13-17.  5. Biener A, Cawley J, Meyerhoefer C. The High and Rising Costs of Obesity to the US Health Care System. J Gen Intern Med 2017; 32 (Supl. 1):6-8. 6. Mendonça CP, Anjos LA. Aspectos das práticas alimentares e da atividade física como determinantes do crescimento do sobrepeso/obesidade no Brasil Dietary and physical activity factors as view.) . A causalidade da obesidade permeia aspectos genéticos e relacionados ao estilo de vida, sendo difícil atribuir uma proporção exata para cada um destes fatores.No entanto, está bem estabelecido na literatura que o desencadeamento da obesidade tem forte relação com os hábitos de vida( Mendonça CP, Anjos LA. Aspectos das práticas alimentares e da atividade física como determinantes do crescimento do sobrepeso/obesidade no Brasil) . Neste contexto, estudos que investigaram os processos de ganho, perda e manutenção da massa corporal têm adotado como principal foco os fatores de risco comportamentais modificáveis, principalmente a atividade física7,8e.  Tem sido observado que a diminuição dos níveis de atividade física( . O’Reilly GA, Cook L, Spruijt-Metz D, Black DS. Mindfulness-based interventions for obesity-related eating behaviours: a literature review. Obes Rev 2014; 15(6):453-461.  8. Swift DL, Johannsen NM, Lavie CJ, Earnest CP, Church TS. The Role of Exercise and Physical Activity in Weight Loss and Maintenance. Prog Cardiovasc Dis 2014; 56(4):441-447.)e  Comportamento alimentar(. Khan I, Ahmad S. Influence of Life Style, Nutrition and Obesity on Immune Response: A Global Issue. J Food Process Technol 2017; 8(1):2-9. 10. Chastin SFM, Palarea-Albaladejo J, Dontje ML, Skelton DA. Combined Effects of Time Spent in Physical Activity, Sedentary Behaviors and Sleep on Obesity and Cardio-Metabolic Health Markers: A Novel Compositional Data Analysis Approach. Plos One 2015) A adoção de uma dieta rica em gorduras estão positivamente associados à obesidade10-12. (Kahn SE, Hull RL, Utzschneider KM. Mechanisms linking obesity to insulin resistance and type 2 diabetes. Nature 2006; 444(7121):840-846. 12. Murillo R, Albrecht SS, Daviglus ML, Kershaw KN. The role of physical activity and sedentary behaviors in explaining the association between acculturation and obesity among Mexican-American adults. Am J Health Promot 2015; 30(1):50-57_).  O mesmo não se pode afirmar com relação ao consumo de doces. Os resultados dos estudos conduzidos acerca da temática são divergentes, principalmente aqueles desenvolvidos com adultos13,14. (. Stanhope KL. Sugar consumption, metabolic disease and obesity: The state of the controversy. Crit Rev Clin Lab Sci 2016; 53(1):52-67. 14. Gaino NM, da Silva MV. Consumo de frutose e impacto na saúde humana. Segur Aliment E Nutr 2011; 18(2):88-98. 15. Glanz K, Rimer BK, Viswanath K. Health behavior and health education: theory, research, and practice. 4ª ed. San Francisco: John Wiley & Sons; 2008.)  Além disso, muitas pesquisas têm sido desenvolvidas na perspectiva de investigar tais comportamentos de modo isolado e, é necessário considerar, que estes comportamentos são complexos e se inter-relacionam.  Ao analisar de forma simultânea indicadores de atividade física e hábitos alimentares, é possível observar se a exposição para um determinado comportamento está relacionada à adoção de outros15. (Glanz K, Rimer BK, Viswanath K. Health behavior and health education: theory, research, and practice. 4ª ed. San Francisco: John Wiley & Sons; 2008)  Entender como os comportamentos de risco se relacionam entre si e se há diferença entre eles em homens e mulheres se torna pertinente para uma melhor compreensão da ocorrência de obesidade, assim como para a organização de ações estratégicas preventivas em saúde pública.  Nesse sentido, o objetivo do presente estudo foi verificar a associação entre a simultaneidade de comportamentos de risco e a obesidade em homens e mulheres adultos residentes nas capitais do Brasil. Métodos . A população alvo do presente estudo foi somente de adultos de 18 a 59 anos de ambos os sexos, moradores das 27 capitais brasileiras e que possuíam em sua residência uma linha de telefone fixo. Destaca-se que, dentre os comportamentos de risco investigados, a prevalência mais elevada nas mulheres foi de inatividade física (41,0%) e nos homens foi o consumo habitual de carnes vermelhas com gordura e/ou frango com pele (55,5%). As Tabelas 2 e 3 apresentam os resultados da interação entre os quatro comportamentos de risco e sua associação com a obesidade em homens e mulheres adultos das capitais brasileiras, respectivamente.  A combinação mais frequente nos homens foi a ausência dos quatro comportamentos de risco (16,6%), já para as mulheres foi a presença isolada de inatividade física (18,5%). Dentro dos agrupamentos menos frequentes, para os homens deu-se o agrupamento 8 (presença de consumo muito frequente de doces e inatividade física) em 1,0%, enquanto a ausência isolada de inatividade física foi para mulheres em 1,4%. Para ambos os sexos, a prevalência esperada do agrupamento 11 (presença simultânea de tempo sentado e inatividade física) era muito inferior da que foi encontrada (1,8 para 7,0 em homens e 4,6 para 10,3 em mulheres) sinalizando um quadro de sedentarismo nesta população. Os resultados da razão entre a prevalência observada e a esperada permite verificar a força de agrupamento destes comportamentos, o que estabelece a probabilidade de que eles aconteçam simultaneamente. Nesse sentido, o agrupamento 11 para homens e 10 para mulheres mostraram_-se mais provável de ocorrer em simultaneidade (O/E: 4,85 IC95%: 4,57; 4,73; O/E: 5,14 IC95%: 4,16; 4,73, respectivamente).  Isso significa dizer que a inatividade física e o tempo sentado para homens agrupados aos comportamentos alimentares positivos têm uma probabilidade 485% mais alta de acontecer do que se esses comportamentos fossem totalmente independentes. Dentre os 35.448 adultos, nos homens, a simultaneidade do consumo de carnes com gordura, tempo sentado em excesso e inatividade física (RP: 1,94; IC95%: 1,45; 2,60), assim como a presença dos quatro comportamentos de risco (RP: 1,72; IC95%: 1,16; 2,53) associaram-se à obesidade. Em mulheres, o consumo simultâneo de(STREBEL  et al.) doces e de carnes com gordura (RP: 1,77; IC95%: 1,19; 2,66) também se associou ao desfecho.  A Tabela 4 apresenta o somatório de 2 ou mais comportamentos não saudáveis e sua associação com a obesidade, em comparação àqueles que apresentam um ou nenhum comportamento de risco. Nota-se tendência de aumento de chances de obesidade a medida que se acumulam comportamentos de ricos (p=Nos homens, observou-se uma associação positiva com gradiente linear) Discussão O objetivo principal deste estudo foi investigar os agrupamentos de comportamentos de risco à saúde e sua associação com a obesidade de acordo com o sexo.  Destaca-se como principal achado, para os homens, a associação do agrupamento dos quatro comportamentos de risco estudados com a obesidade. Enquanto isso, para as mulheres, a adoção de comportamentos saudáveis parece ser mais determinante para a não ocorrência de tal doença. Além disso, nossos resultados apontam que, conforme há acúmulo de comportamentos de risco, incrementa-se a probabilidade de ocorrência da obesidade. Esta tendência já foi reportada em um inquérito nacional na população americana adulta, onde a combinação de diversos comportamentos de risco como fumar, ingerir bebidas alcóolicas em excesso, ter baixos níveis de atividade física e comportamento dietético inadequado foi preditora de obesidade21 (. Guo SS, Chumlea WC. Tracking of body mass index in children in relation to overweight in adulthood. Am J Clin Nutr 1999 S1; 70: 145-8. 22. Sichieri R, Nascimento S, Coutinho W.) . De fato, adultos que desenvolvem sobrepeso ou obesidade tendem a possuir baixos níveis de atividade física, tempo elevado de exposição à televisão e distúrbios relacionado ao sono, indicando que esses comportamentos parecem se agrupar e expor os indivíduos a um risco aumentado22.  É importante destacar a alta prevalência de inatividade física e de tempo sentado detectados na população estudada. O agrupamento que possui a inatividade física como único comportamento de risco englobou 18,5% das mulheres avaliadas, quando se esperava uma prevalência de somente 4,4% nesta população. Esta informação se torna preocupante Tabela 1. Características sociodemográficas e de saúde dos adultos das capitais brasileiras de acordo com o sexo (n = 35.448) (2015). Variáveis  Feminino (n = 21.069)  Masculino (n = 14.379) n % a IC95% n % a IC95% Escolaridade (anos) 0 a 08 3.723 27,3 26,0;28,7 2.600 29,8 28,0;31,6 09 a 11 8.377 41,6 40,2;42,9 6.118 42,6 41,0;44,2 ≥12 8.969 31,1 29,8;32,2 5.661 27,6 26,2;28,9 Consumo muito frequente de doces Sim 4.089 23,9 22,8;25,2 2.369 18,3 17,1;19,7 Não 16.980 76,1 74,8;77,3 12.010 81,7 80,3;82,9  Consumo habitual de carnes vermelhas com gordura e/ou frango com pele Sim 4.373 23,2 22,0;24,4 5.834 55,5 53,8;57,2 Não 16.696 76,8 75,5;77,9 8.545 44,5 42,7;46,1 Tempo sentado em excesso Sim 8.800 40,9 39,5;42,2 7.261 47,2 45,5;48,8 Não 12.269 59,1 57,7;60,4 7.118 52,8 51,1;54,4  Inatividade física Sim 10.718 41,0 39,5;42,2 5.217 33,5 31,9;35,1 Não 10.351 59,0 57,7;60,4 9.162 66,4 64,8;68,0  Obesidade Sim 3.727 19.1 17,8;20,1 2.735 18,3 17,0;19,6 Não 17.342 80,9 79,8;82,1 11.644 81,7 80,3;82,9 a Valores ponderados. n: frequência absoluta. %: frequência relativa. IC95%: intervalo de 95% de confiança. 3003 Ciência & Saúde Coletiva, 25(8):2999-3007, 2020 demasiada a estes comportamentos implica no agravamento dos seus efeitos nocivos23, tem forte associação com mortalidade por todas as causas, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica24. ( 23. Porto EBS, Morais TW, Raso V. Avaliação do nível de conhecimento multidisciplinar dos futuros profissionais na propedêutica da obesidade. Rev Bras Nutr Emagrecimento 2007; 1(2): 67-71. 24. Marnun AA, Lawlor DA, Alati R, o’Callaghan MJ, Williams, GM, Najman JM. Does maternal smoking during pregnancy have a direct effect on future offspring obesity? Evidence from a prospective birth cohort study. Am J Epidemiol 2006; 164: 317- .  Além disso, a redução dos níveis de atividade física nesse grupo, em especial, já vem sendo relatada25.* Nelson MC, Gordon-Larsen P, Song Y, Popkin BM. Associations with Adolescent Overweight and Activity Built and Social Environments. Am J Prev Med 2006; 31: 109-17 (  No entanto, mesmo com a recorrência da elevada prevalência de inatividade física em diferentes populações26,27, (Popkin BM. The nutrition transition and obesity in the developing world. J Nutr 2001; 131: 871-3. 27. Oliveira AMA de, Cerqueira EMM, Souza JS, Oliveira AC de. Sobrepeso e obesidade infantil: influência de fatores biológicos e ambientais em Feira de Santana, BA. Arq Bras Endocrinol Metab 2003; 47(2): 144-50.)  a literatura tem reportado carência em estratégias adequadas para o monitoramento do comportamento sedentário, bem como, a necessidade de intervenções que despertem estilos de vida ativo23.( . Porto EBS, Morais TW, Raso V. Avaliação do nível de conhecimento multidisciplinar dos futuros profissionais na propedêutica da obesidade. Rev Bras Nutr Emagrecimento 2007; 1(2): 67-  Neste estudo, a capacidade de agrupamento do consumo muito frequente de doces e os demais comportamentos não foi claramente identificada em ambos os sexos.  No entanto, a hipótese que vem sendo levantada por alguns autores28,29, .( Forshee RA, Anderson PA, Storey ML. The role of beverage consumption, physical activity, sedentary behavior, and demographics on body mass index of adolescents. Int J Food Sci Nutr 2004; 55(6): 463-78. 29. Triches RM, Giugliani ERJ. Obesidade, práticas alimentares e conhecimentos de nutrição em escolares. Rev Saúde Pública 2005; 39(4): 541-7. 0) é de que o consumo de snackes, doces e industrializados está associado ao tempo de tela, caracterizado como uma das principais formas de comportamento sedentário. Tabela 2.]  Simultaneidade de fatores de risco para obesidade em homens das capitais brasileiras . Porcentagem observada, esperada e a razão de prevalência para obesidade com intervalo de confiança de 95% (n = 14.379) (2015).  Presença de fatores de risco Bruta Ajustada CD CG TS IF % de obesidade n % Observadaa % Esperada a O/E (IC 95%) RP(IC 95%) RP(IC 95%) 1 - - - - 16,1 2262 16,6 15,7 1,07 (1,02;1,11) 1 1 2 + - - - 21,0 282 2,4 8,9 0,23 (0,20;0,26) 1,30 (0,74;2,29) 1,33 (0,75;2,35) 3 - + - - 17,2 1601 14,6 16,0 0,74 (0,70; 0,78) 1,06 (0,79;1,44) 1,08 (0,81;1,47) 4 - - + - 17,5 1998 13,4 10,7 1,39 (1,32; 1,44) 1,08 (0,81;1,45) 1,25 (0,93;1,70) 5 - - - + 18,3 1112 7,3 3,1 2,67 (2,51;2,83) 1,13 (0,83;1,56) 1,00 (0,74;1,38) 6 + + - - 17,2 303 3,1 6,1 0,37 (0,32; 0,41) 1,06 (0,67;1,70) 1,14 (0,72;1,83) 7 + - + - 9,7 414 3,0 10,9 0,28 (0,25; 0,31) 0,60 (0,36;1,00) 0,75 (0,45;1,25) 8 + - - + 11,9 142 1,0 3,2 0,33 (0,28;0,39) 0,74 (0,40;1,37) 0,76 (0,42;1,40) 9 - + + - 15,3 1357 10,5 9,1 1,11 (1,04; 1,16) 0,95 (0,70;1,29) 1,15 (0,84;1,56) 10 - + - + 18,8 796 6,4 2,1 2,80 (2,61; 3,00) 1,16 (0,82;1,66) 1,07 (0,75;1,51) 11 - - + + 21,9 1150 7,0 1,8 4,85 (4,57;5,14) 1,35 (1,01;1,84)* 1,36 (1,01;1,84) 12 + + + - 20,9 391 3,4 6,2 0,47 (0,42;0,52) 1,29 (0,72;2,30) 1,64 (0,92;2,91) 13 + + - + 21,7 130 1,2 2,2 0,45 (0,37;0,53) 1,34 (0,72;2,51) 1,28 (0,69;2,36) 14 + - + + 25,7 283 2,0 1,2 1,75 (1,55;1,96) 1,07 (0,68;1,70) 1,25 (0,79;1,96) 15 - + + + 28,5 965 5,9 1,8 3,99 (3,74;4,25) 1,77 (1,31;2,38)* 1,94 (1,45;2,60)* 16 + + + + 24,9 291 2,2 1,2 1,76 (1.57;1,98) 1,54 (1,04;2,32)* 1,72 (1,16;2,53)* CD: consumo muito frequente de doces . CG: consumo habitual de carnes vermelhas com gordura e/ou frango com pele. TS: tempo sentado em excesso.  IF: inatividade física. +: presença de fator de risco. −: ausência de fator de risco. n: frequência absoluta de cada agrupamento; O/E: % observada /% esperada; RP: razão de prevalência; IC95%; a Valores ponderados. Análises ajustadas para idade e escolaridade. 3004 Streb AR et al. base populacional realizado em Estocolmo, capital da Suécia, foi verificado que pessoas com perfis de estilo de vida desfavoráveis em relação ao consumo de álcool, doces e inatividade física, são mais propensas a permanecerem sedentárias30.  Ainda, o mesmo estudo sugere que intervenções combinadas devam ser feitas para que haja uma tentativa de mudança destes comportamentos. É interessante observar também os resultados que apontaram o consumo de doces em excesso e ter comportamento sedentário (≥ 4h/ dia) como proteção para a obesidade em mulheres (agrupamentos 4 e 7). o sedentário, que é hegemônico na rotina das pessoas nos dias atuais24,33. Acredita-se que a prática de atividade física regular pode agir como mecanismo compensatórios  Na literatura atual, é possível encontrar estudos nos quais o consumo de doces não foi diretamente associado com a obesidade31,32, bem como, destes comportamentos  Tabela 3.  Simultaneidade de fatores de risco para obesidade em mulheres das capitais brasileiras. Porcentagem observada, esperada e a razão de prevalência para obesidade com intervalo de confiança de 95% (n = 21.069) (2015). Presença de fatores de risco Bruta Ajustada CD CG TS IF % de obesidade n % Observadaa % Esperada a O/E (IC 95%) RP(IC 95%) RP(IC 95%) 1 - - - - 21,4 3629 17,9 18,3 1,06 (1,02;1,09) 1 1 2 + - - - 11,1 574 3,8 18,9 0,16 (0,14;0,17) 0,51 (0,31;0,85)* 0,55 (0,34;0,90)* 3 - + - - 19,3 896 4,7 13,1 0,36 (0,34;0,38) 0,90 (0,69;1,18) 0,94 (0,71;1,23) 4 - - + - 12,1 2373 10,8 4,8 2,64 (2,53; 2,75) 0,57 (0,44;0,73)* 0,74 (0,58;0,96)* 5 - - - + 23,6 3641 18,5 4,4 4,41 (4,26;4,55) 1,10 (0,90;1,34) 1,03 (0,85;1,26) 6 + + - - 35,4 222 2,0 5,0 0,24 (0,20;0,27) 1,65 (1,08;2,52)* 1,77 (1,19;2,66)* 7 + - + - 6,9 629 3,6 3,4 0,98 (0,90;1,05) 0,32 (0,17;0,59)* 0,44 (0,24;0,80)* 8 + - - + 18,4 604 4,0 3,2 1,02 (0,94;1,10) 0,86 (0,57;1,29) 0,93 (0,61;1,40) 9 - + + - 18,5 637 3,4 13,6 0,25 (0,23;0,27) 0,87 (0,57;1,29) 1,17 (0,79;1,75) 10 - + - + 26,9 961 5,7 1,2 4,44 (4,16;4,73) 1,26 (0,97;1,63) 1,24 (0,95;1,61) 11 - - + + 16,5 2159 10,3 4,6 2,52 (2,41;2,63) 0,77 (0,60;1,00) 0,95 (0,74;1,21) 12 + + + - 7,6 246 1,4 3,6 0,37 (0,32;0,42) 0,36 (0,15;0,83)* 0,53 (0,23;1,22) 13 + + - + 19,7 265 1,8 0,8 1,71 (1,50;1,92) 0,92 (0,59;1,45) 0,97 (0,63;1,48) 14 + - + + 14,1 788 5,1 1,2 3,52 (3,27;3,77) 0,66 (0,45;0,96)* 0,91 (0,62;1,34) 15 - + + + 15,3 780 4,4 3,3 1,27 (1,18;1,36) 0,72 (0,53;0,98)* 0,90 (0,65;1,24) 16 + + + + 18,5 366 2,6 0,9 2,28 (2,05;2,52) 0,88 (0,54;1,38) 1,18 (0,75;1,88) CD: consumo muito frequente de doces. CG: consumo habitual de carnes vermelhas com gordura e/ou frango com pele.  TS: tempo sentado em excesso.  IF: inatividade física. +: presença de fator de risco. −: ausência de fator de risco. n: frequência absoluta de cada agrupamento;  O/E: % observada /% esperada;  RP: razão de prevalência; IC95%; a  Valores ponderados. Análises ajustadas para idade e escolaridade.  3005Ciência & Saúde Coletiva, 25(8):2999-3007, 2020 parece estar mais associada com a obesidade34,35, se mostrando presente na combinação referida. Ainda assim, é razoável considerar que a população estudada é de adultos e que as implicações negativas destas atitudes adotadas ao longo dos anos, refletir-se-ão predominantemente quando idosos, progredindo para quadros de multimorbidade de doenças crônicas, incapacidade funcional e mortalidade precoce.  Este estudo apresentou como limitações a coleta das variáveis por autorrelato, o que pode ter ocasionado viés de aferição, especialmente nas variáveis peso, altura e consumo alimentar, bem como a possibilidade de causalidade reversa, inerente a delineamentos transversais. Outro ponto que merece destaque é o fato de o Sistema VIGITEL utilizar em sua metodologia de seleção amostral, o sorteio de linhas de telefone fixo.  Tal fato requer cautela e permite que a extrapolação dos achados seja feita exclusivamente para a população residente nas capitais do país. Embora a quantidade da cobertura telefônica fixa venha decaindo nos últimos anos, o fato de o estudo realizar a ponderação dos dados com base no perfil sociodemográfico da população brasileira, ameniza o possível viés de seleção. Outros trabalhos já foram conduzidos nessa perspectiva de comparabilidade dos achados de pesquisas com amostragem domiciliar e telefônica36. .( Ludwig DS, Peterson KE, Gortmaker SL. Relation between consumption of sugar-sweetened drinks and childhood obesity: a prospective, observational analysis. Lancet 2001; 357: 505-8. 171 Rev Bras Epidemiol 2010; 13(1): 163-71 Obesidade na adolescência e seus principais fatores determinantes Enes. C.C. & Slater, B)  Todavia, pontos positivos como o tamanho amostral e o panorama epidemiológico de estudos como este, bem como a análise da simultaneidade de distintos comportamentos de risco à saúde merecem destaque, uma vez que grande parte das pesquisas tendem a trata-los de forma isolada, como se fossem totalmente independentes. Sendo assim, conclui-se que os comportamentos de risco relacionados à obesidade foram distintos conforme o sexo. Em homens, a obesidade esteve associada de forma positiva com o agregamento dos comportamentos de risco investigados.  Em especial, as combinações que incluíram o tempo sentado e a inatividade física foram aquelas mais fortemente associadas à obesidade. Já em mulheres, a obesidade se associou de forma negativa com o agregamento dos comportamentos saudáveis. Considerando as evidências apresentadas e o cenário difícil no que concerne à adoção de hábitos saudáveis na população adulta, sugere-se que futuras intervenções levem em consideração os comportamentos relacionados ao estilo de vida de forma interligada, preferencialmente com uma abordagem multidisciplinar e de acordo com o sexo. Tabela 4. Associação entre o somatório de comportamentos de risco e obesidade em adultos das capitais brasileiras (n = 34.448) (2015).  Masculino (n = 14.379) Feminino (n = 21.069) Bruta Ajustada Bruta Ajustada OR (IC95%) p valor OR (IC95%) p valor OR (IC95%) p valor OR (IC95%) p valor 0 ou 1 1 < 0,001 1 < 0,001 1 0,06 1 < 0,001 2 0,99 (0,80;1,21) 1,02 (0,83;1,26) 0,98 (0,81;1,17) 1,16 (0,96;1,40) 3 1,51 (1,14;2,01) 1,66 (1,24;2,22) 0,71 (0,55;0,90) 0,97 (0,75;1,25) 4 1,59 (0,98;2,59) 1,73 (1,08;2,77) 0,94 (0,55;1,62) 1,39 (0,81;2,36) OR = razão de ODDS. IC95% = intervalo de confiança de 95%. Análises ajustadas para idade e escolaridade. 3006 Streb AR et al.  Referências  1. Kearns K, Dee A, Fitzgerald AP, Doherty E, Perry IJ. Chronic disease burden associated with overweight and obesity in Ireland: the effects of a small BMI reduction at population level. BMC Public Health 2014; 14(1):143-150.  2. Williams EP, Mesidor M, Winters K, Dubbert PM, Wyatt SB. Overweight and Obesity: Prevalence, Consequences, and Causes of a Growing Public Health Problem. Curr Obes Rep 2015; 4(3):363-370.  3. Preiss K, Brennan L, Clarke D. A systematic review of variables associated with the relationship between obesity and depression. Obes Rev 2013; 14(11):906- 918.  4B. ahia, L, Araújo, DV. Impacto econômico da obesidade no Brasil. Rev Hosp Univer Pedro Ernesto 2014; 13(1):13-17.  5. Biener A, Cawley J, Meyerhoefer C. The High and Rising Costs of Obesity to the US Health Care System. J Gen Intern Med 2017; 32 (Supl. 1):6-8.  6. Mendonça CP, Anjos LA. 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